Acabei de chegar do Maracanã.
Embarco hoje cedo para o Paraná (vou tocar no Demo Sul e depois Curitiba), mas não podia deixar de dizer algumas palavras sobre o Flu.
Ainda na terça-feira eu me estressei com um comentário de um mestre. Ele comanda o programa Ronca Ronca da OI FM - Maurício Valadares.
Segundo Maurício, o FLU tem uma dívida simbólica pelo fato de ter voltado a primeira divisão, quando na verdade deveria disputar a terceira. Eurico teria sido o responsável pela maracutaia e o FLU para limpar essa mancha do passado, deveria por livre e espontânea vontade, forçar a queda, e na última partida do brasileirão não entrar em campo.
Foi isso que eu entendi.
Se foi isso mesmo que o meu mestre guru falou, eu lamento informar que Maurício enlouqueceu.
O Fluminense não tem dívida simbólica nenhuma.
Quem tem dívida simbólica são os cartolas, não é o clube.
O Fluminense tá acima do bem e do mal.
É um entidade dourada.
E essa torcida mereceu o espetáculo de ontem. Foi de tirar o fôlego.
Mas quero dizer também uma coisinha: o FLU tá jogando no limite. Qualquer tropeço é fatal. As contusões começam a acontecer. É um sintoma. Um time de futebol também enfarta, ao menos simbolicamente. E o FLU tá no limite.
E tá no limite por uma série de erros da administração.
Agora é correr contra o tempo.
E ontem jogou mal.
Não foi capaz de furar o bloqueio de um time medíocre como o Cerro.
Perdeu gols porque está cansado e a beira de um ataque de nervos.
É a nossa via crucis.
O martírio tricolor.
Domingo tem mais. Dessa vez o Sport de Recife, já rebaixado. Não sei o que vai acontecer.
O FLU é um time delirante porque corre contra o tempo.
quarta-feira, 18 de novembro de 2009
terça-feira, 17 de novembro de 2009
A VAIA
"Se vocês entendem de política como entendem de estética, nós tamos fodidos". Esse discurso do Caetano ficou famoso no festival da canção: foi um happening - o público vaiando e ele falando. Tem que ser muito homem pra isso.
Mas se pensarmos bem, esse discurso permanece atual.
O que aconteceu com a menina que usava minisaia e foi expulsa do colégio, é um exemplo. Depois a direção da escola voltou atrás, mas foi preciso que houvesse muita pressão.
Claro que os tempos são outros e o incidente da faculdade aparentemente não tem nada a ver com o que aconteceu no festival da canção. Ou tem? Eram todos universitários, né?
O pior é que a menina foi no Programa do Serginho Grossman e a molecada, todos eles estudantes, pareciam unânimes em discordar dos seus trajes.
Assim como vaiaram o Caetano, vaiaram ela também na faculdade. E pareciam enfurecidos.
Assisti depois a um filme do Ang Lee sobre Woodstock e coincidentemente as coisas pareciam fechar. Elas ressoam entre si. A resistência da população local aos hippies faz eco ao festival e à universidade. É uma vaia que tem a mesma ressonância apesar da diferença de tempo e propósito. A base é uma só.
Por fim, o Gogol Bordelo, super cultuado por aí, foi ao Programa do Jô e deu uma entrevista patética. Perguntado se improvisavam muito no palco, o ucraniano parecia se sentir ofendido. "Não somos um bando de hippies tocando na praça". E ironizou a idéia de improvisação (foi preciso que o Jô lembrasse Duke Ellington).
Vivemos tempos estranhos.
Mas de vez em quando, temos a impressão que nada mudou. E isso é ruim.
Mas se pensarmos bem, esse discurso permanece atual.
O que aconteceu com a menina que usava minisaia e foi expulsa do colégio, é um exemplo. Depois a direção da escola voltou atrás, mas foi preciso que houvesse muita pressão.
Claro que os tempos são outros e o incidente da faculdade aparentemente não tem nada a ver com o que aconteceu no festival da canção. Ou tem? Eram todos universitários, né?
O pior é que a menina foi no Programa do Serginho Grossman e a molecada, todos eles estudantes, pareciam unânimes em discordar dos seus trajes.
Assim como vaiaram o Caetano, vaiaram ela também na faculdade. E pareciam enfurecidos.
Assisti depois a um filme do Ang Lee sobre Woodstock e coincidentemente as coisas pareciam fechar. Elas ressoam entre si. A resistência da população local aos hippies faz eco ao festival e à universidade. É uma vaia que tem a mesma ressonância apesar da diferença de tempo e propósito. A base é uma só.
Por fim, o Gogol Bordelo, super cultuado por aí, foi ao Programa do Jô e deu uma entrevista patética. Perguntado se improvisavam muito no palco, o ucraniano parecia se sentir ofendido. "Não somos um bando de hippies tocando na praça". E ironizou a idéia de improvisação (foi preciso que o Jô lembrasse Duke Ellington).
Vivemos tempos estranhos.
Mas de vez em quando, temos a impressão que nada mudou. E isso é ruim.
quarta-feira, 11 de novembro de 2009
LUIZ ANTONIO GOMES

Essa figura tem uma importância muito grande no meu trabalho.
Pra começar, o primeiro SKYLAB, que abre a série, tem os arranjos dele. Ele praticamente co-produziu o SKYLAB I junto com o Robertinho de Recife.
Depois, ele fez alguns trabalhos esparsos nos Skylabs seguintes. A música DESARMÔNICA, que consta do SKYLAB IV, é um exemplo.
Quando escuto essa música, eu penso: ainda vou fazer um disco produzido por ele, só com seus arranjos. É o meu Brian Eno.
Luiz Antônio é o cara.
Desarmônica:
http://www.mediafire.com/?zzm2yc5vdmm
MAIS UMA VITÓRIA
Vamos acompanhar aqui passo a passo a escalada e o martírio do FLU.
Mais uma vitória.
Tenho a sensação de que não perdemos mais.
Dessa vez foi o Cerro Portenho.
Coitados, foram humilhados na própria casa.
O Cuca mexeu certo, tem seu mérito. Não foi só a volta do Fred.
A garotada mostra seu valor.
E a defesa tricolor me lembra a época do Thiago Silva: uma muralha.
Adeus Luis Alberto !!!
Domingo tem mais !!!
Mais uma vitória.
Tenho a sensação de que não perdemos mais.
Dessa vez foi o Cerro Portenho.
Coitados, foram humilhados na própria casa.
O Cuca mexeu certo, tem seu mérito. Não foi só a volta do Fred.
A garotada mostra seu valor.
E a defesa tricolor me lembra a época do Thiago Silva: uma muralha.
Adeus Luis Alberto !!!
Domingo tem mais !!!
segunda-feira, 9 de novembro de 2009
ESTÚDIO SHOW LIVRE
Salve Rodrigo Carneiro e a galera do show livre !!!!!
Eu dizia ao Clemente quando fui gravar o show livre, que eu só consegui participar da gravação com a minha banda porque já estávamos em São Paulo. Esse foi um acaso feliz. Tínhamos gravado o Jô na segunda-feira e ficamos até quarta em Sampa por causa do show livre. Não me arrependi.
Quando vi o resultado da gravação e da filmagem caí pra tras.
Podíamos transformar isso num dvd.
São 11 músicas e algum papo.
A qualidade da gravação é impressionante.
Os fãs precisam guardar isso com carinho.
É um documento e tanto.
Tem até música inédita.
Um dia eu falava pro Júpiter que o fato de ter nascido no Rio de Janeiro explicava muitas coisas: o tipo de som, a maneira de cantar, a forma de pronunciar as palavras, até mesmo os pensamentos.
Essa gravação do show livre é uma prova.
Não tem nada tão pessoal e tão carioca ao mesmo tempo.
http://www.youtube.com/watch?v=H3A0uQwWu88&feature=player_embedded
Eu dizia ao Clemente quando fui gravar o show livre, que eu só consegui participar da gravação com a minha banda porque já estávamos em São Paulo. Esse foi um acaso feliz. Tínhamos gravado o Jô na segunda-feira e ficamos até quarta em Sampa por causa do show livre. Não me arrependi.
Quando vi o resultado da gravação e da filmagem caí pra tras.
Podíamos transformar isso num dvd.
São 11 músicas e algum papo.
A qualidade da gravação é impressionante.
Os fãs precisam guardar isso com carinho.
É um documento e tanto.
Tem até música inédita.
Um dia eu falava pro Júpiter que o fato de ter nascido no Rio de Janeiro explicava muitas coisas: o tipo de som, a maneira de cantar, a forma de pronunciar as palavras, até mesmo os pensamentos.
Essa gravação do show livre é uma prova.
Não tem nada tão pessoal e tão carioca ao mesmo tempo.
http://www.youtube.com/watch?v=H3A0uQwWu88&feature=player_embedded
sexta-feira, 6 de novembro de 2009
SEMANA DO JO - GNT
Pra quem perdeu a minha entrevista no Jo, vale lembrar que no GNT, no próximo domingo, rola os melhores momentos. Não é a entrevista completa mas mesmo assim vale a pena. Próximo domingo, às 21:00 horas, no GNT. Foram as entrevistas da semana que a produção do programa escolheu pra reprisar. E a minha foi uma das escolhidas.
quinta-feira, 5 de novembro de 2009
FLU
Que partida impecável.
Não tenho nem palavras pra dar conta do que foi o Flu lá no Chile.
Se Nelson Rodrigues estivesse vivo...
Pode até ser que venhamos a cair pra segundona.
Mas não estamos mortos.
Quem pensou que já havíamos morrido...
Existe a tradição, o peso da camisa e uma coisa espiritual que nenhum outro time possui.
Domingo o Maracanã vai ficar pequeno.
Não tenho nem palavras pra dar conta do que foi o Flu lá no Chile.
Se Nelson Rodrigues estivesse vivo...
Pode até ser que venhamos a cair pra segundona.
Mas não estamos mortos.
Quem pensou que já havíamos morrido...
Existe a tradição, o peso da camisa e uma coisa espiritual que nenhum outro time possui.
Domingo o Maracanã vai ficar pequeno.
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