quarta-feira, 25 de fevereiro de 2009

TRÊS BLEFES

Houve um tempo que a música popular, ou música urbana, estava restrita ao samba ou ao folclore. Nesse tempo, a música clássica ou erudita ocupava um espaço muito maior que ocupa hoje. Estamos falando da primeira metade do século XX. Um cidadão escolarizado ia a um concerto no Municipal... não existia rock nessa época, nem pensar. Até que em meados de 50 aparece a bossa nova, Juscelino Kubitschek, Elvis Presley, e a cultura de massa muda a paisagem das grandes cidades. Na década de 60 radicaliza o processo. No Brasil temos o tropicalismo, que entre as mudanças que estabelece, uma me parece decisiva: a música popular adquire uma força sem limites; não estará ela mais confinada a uma tribo ou a uma determinada classe social. Todo o esforço de Mário de Andrade no sentido de incrementar uma música sinfônica nacional, dá com os murros nágua. A música sinfônica perde terreno diante da força da música popular que passa a representar o Brasil no exterior. Esse quadro vigora até hoje, é irreversível, terá defensores de peso, tais como José Miguel Wisnik e Caetano Veloso... e, no entanto, como toda história, tem dois lados.
A partir da década de 70, no auge da ditadura militar, a música popular brasileira é o que há. A sua influência é tão grande na cultura brasileira que a nossa poesia vai se reduzindo a MPB. Quando lemos a coletânea de poetas da Heloísa Buarque de Holanda temos a impressão que todos querem ser Caetano Veloso, Chico Buarque... Tão importante quanto o texto, passa a ser a performance. Porque a vida e a poesia estão coladas, estão sobrepostas... (é o pensamente vigente). E dá-lhe Nuvem Cigana, e dá-lhe poesia mimeógrago, e dá-lhe as Dunas da Gal, e dá-lhe baianos... o tempo passa, surgem novas cantoras, as rádios FMs vigoram com seu padrão de qualidade, a música popular continua se infiltrando por todas as brechas, até que em 80 surge o rock brasil e, quando a gente pensa que vai mudar, tudo continua como dantes no quartel de abranches. Muita gente ficou rica, artistas e gravadoras fizeram a festa, leu-se menos, fez-se muitas performances e o texto poético... minguando. Foi nesse caldo de cultura, que eu cito três blefes: Waly Salomão, Antônio Cícero e Arnaldo Antunes. É curioso que no filme recente sobre Waly, Antônio Cícero, seu amigo, advoga a tese de que o baiano de Jequié estava sempre representando, em contínua performance. Ambos viveram e escreveram sob a égide da música popular assim como o ex-titãs, cujo trabalho flerta também com o mundo da publicidade.
Essa é a triste herança da música popular brasileira: rica expressão do nosso povo, segundo Wisnik, que, por sinal, prefaciou o último livro de Antônio Cícero - afinal são todos amigos - esse mesmo Antônio Cícero que estreou de forma vislumbrante no único filme do seu amigo Caetano Veloso e hoje dá aulas no POP (cursos pra desocupados). OBS: cursos pra desocupados é uma boa; existe uma poetisa e filósofa que anda ganhando rios de dinheiro com isso, mas eu não vou dizer o nome dela não; descubra você, fantástico leitor.
Em meio a "filosofia pop", cheia de compadrios, conchavos e prêmios literários, quero reafirmar o nome de Marcelo Mirisola, que não disfarça a decadência; quero também lembrar os heterônimos de Pessoa e do quanto para ele a arte era produção de discursos e exercício de estilos; e quero reafirmar, sobretudo, além do SKYLAB, o SKYGIRLS, o SKY DO MATO, o SKYBIRCK, o SKYPEREIRA e o Rogerio.
É sobre isso que fala o filme O LUTADOR com Mickey Rourke. Se você não estabelece linhas separando o público e o privado, você se fode. Eu vou mais além: estabelecer inclusive linhas separando o SKYLAB do SKYGIRLS. Confeccionar máscaras, produzir artefatos, heterônimos - única forma de fugir ao esquema empobrecedor da indústria cultural. Dar-se múltiplas identidades, inclusive, contraditórias entre si.
Entre a morte de Carmem Miranda e a de Kurt Cobain, eu escolho a de Cobain. Ao menos esse último disse NÃO ao se ver reduzido a um pobre papel. Sua morte o livrou da condição de blefe.

sexta-feira, 20 de fevereiro de 2009

UMA PEQUENA HISTÓRIA

O EXPERIMENTALISMO NA LITERATURA BRASILEIRA

Se pudéssemos caracterizar o século XX em uma palavra, esta seria “experimentalismo”. Foi nessa época que todos os “ismos” vicejaram. Foi o século das vanguardas: expressionismo, cubismo, surrealismo, futurismo, concretismo, tropicalismo, a dar e vender. No Brasil não foi diferente. No campo da literatura, a prosa teve um privilégio em relação à poesia: a ficção experimental teve aqui resultados impressionantes, a começar na década de 20 e 30 com Memórias Sentimentais de João Miramar e Serafim Ponte Grande. Oswald de Andrade inaugura essa história porque foi com ele que o modernismo brasileiro deu o seu quinhão (eu não incluiria Macunaíma, por mais marcante que tenha sido; Mário é um dos intelectuais mais fascinantes de nossa cultura, mas não me parece que esse destaque se deva a radicalidade de sua linguagem).

A próxima parada é Guimarães Rosa: Grande Sertão Veredas (1956) e, mais especialmente, Tutaméia (1967), continuam essa história de rupturas. Tutaméia principalmente. Aqui, nunca o conto brasileiro foi tão longe. Contos curtos provocando curtos. Um regionalismo especial porque põe em questão a própria corrente regionalista: Jorge Amado, Graciliano, José Lins do Rego, José Américo nunca foram tão profundamente questionados.

Em 1963, Haroldo de Campos inicia as suas Galáxias, texto difícil de ser definido, e dá seguimento a essa história. O início da Galáxias, você confere aqui na própria voz do poeta: http://www.mp3tube.net/musics/haroldo-de-campos-e-comeco-aqui/41668/

Prossegindo, em 1975, um outro marco: Catatau. Segundo muitos, a parte mais expressiva do que Paulo Leminski produziu. Aliás, Leminski pode ser um belo exemplo do que foi afirmado acima: a prosa leva vantagem sobre a poesia no tocante ao desenvolvimento do experimentalismo na literatura brasileira. Depois do Catatau, que foi o ponto culminante dessa aventura, a ficção brasileira nas décadas de 70, 80 e 90 se arrasta. É uma sombra desencontrada e bem comportada, uma alma penada em busca de asilo. Mas o que para muitos era um nítido sinal de decadência, e de fato o foi, podia também ser visto como alvissareiro: os primeiros sinais do futuro.

É aqui que entra Marcelo Mirisola. Foi ele quem melhor sintetizou esse final de linha. Mirisola fecha essa história, hoje datada. Mas isso o faz parte integrante de uma tradição. Ninguém melhor do que ele pra dar o tiro fatal. Ele é o ponto final de uma história difícil, cheia de mal-entendidos e tortuosa. É sintomático como em seus textos, se volte tanto contra a tradição que ele próprio faz parte. Seus textos são um exercício de estilo, ainda que tão disfarçados. Com o seu primeiro livro, “Fátima fez os pés para mostrar na choperia” (1998) o experimentalismo deu seu último suspiro.

quarta-feira, 18 de fevereiro de 2009

MEMÓRIA

Eu só queria a verdade. Não fazia mal que ela tivesse feito às escondidas e só agora me desse conta. Não faço pré-julgamentos e tudo perdôo. Sempre cultivei a temperança. Ela, no entanto, se mantinha calada e desafiadora. Era o seu jeito de me pôr contra a parede. Eu não podia aceitar seu jogo mais uma vez e desferi contra seu rosto plácido um cruzado que a fez dobrar as pernas. Custei a tomar aquela iniciativa e hoje bem sei o quanto não me custara agir assim. Eram minhas únicas armas àquela altura. Seu rosto, crispado de ódio, parecia uma máscara. Aquele era o último passo, depois do qual nada mais permaneceria em pé. Daí minha relutância. Ela tentava, após o golpe, ainda surpreendida, algum revide. Tentou segurar-me o braço com suas unhas afiadas, mas se ressentia do soco. Estava trêmula. No fundo dos seus olhos havia um pântano. Daí ao segundo e ao terceiro golpe foi coisa de instante. E eu só queria que ela dissesse: “desculpa, foi um ato impensado”. Ou então: “me sinto envergonhada”. Ela poderia até dizer “não te amo mais”, ainda que nada justificasse seu ato. Eu estava disposto a perdoá-la, bem o sei. Como desejei que me dissesse o que havia ocorrido, que me segredasse na intimidade seu mais profundo desejo.
Ela se encontrava em estado de choque. Após o terceiro golpe, seus olhos estavam revirados. Agora que não me contaria mais nada e eu haveria de passar o resto da vida sem o saber. Estava semi-acordada. Chamei-lhe duas, três vezes e nada.
Foi então que me ocorreu a idéia de despi-la: ao menos sua nudez. Nunca a tive tão entregue. Nem mesmo quando dormia e me punha a espiá-la na expectativa de lhe descobrir algo. Mesmo quando fazíamos sexo: sempre havia algo que me era interditado. Agora não. Ela estava ali de corpo-presente, sem nenhum pensamento.
Então deitei-me sobre ela e a cingi em meus braços. Estávamos juntos pela primeira vez. Éramos um só corpo, um só coração. Se houvera algo que me fora escondido, agora não me era mais. Só haveria traição no caso de um ocultamento, mas ela não ocultava mais nada. Estava nua e morta.
Foi a forma de suportar seu silêncio: mesmo sem os seus gemidos, aquele silêncio foi tão calmo, tão transparente... como nunca me havia sido até então.

domingo, 15 de fevereiro de 2009

LESBIANISMO

Outro dia, estava na biblioteca do CCBB, aqui no Rio, e dei uma parada na leitura. Desci e fui comer um sanduíche na lanchonete que fica no térreo. Enquanto esperava meu pedido, encostado no balcão, olhei pra baixo. E vi, bem próximas a mim, no rés do chão, atrás de uma coluna, duas meninas. Elas deviam ter no máximo 17 anos. Uma, era bem clarinha; a outra, moreninha; a primeira não era gorda nem magra, enquando a segunda, cheinha. O que elas faziam? Se acariciavam. Não sentiam nenhum constrangimento, expostas como estavam aos olhares alheios. Eu continuei olhando e elas não fizeram por menos: beijaram-se com intensidade e demoradamente. Engana-se quem pensa que a atitude delas tinha algum resquício de espetáculo – elas se mantinham alheias ao que havia ao redor. Além do mais, o local que escolheram ficar era discreto. Sabiam no entanto que corriam o risco de serem observadas, tal como o eram por mim. Ainda assim, estavam tão concentradas uma na outra, que pouco se importavam. Eram duas adolescentes fervorosas, apaixonadas. E o mais interessante: não tinham o ar de moderninhas. Não. Elas eram pessoas simples.

Claro que essa é uma imagem cotidiana: o lesbianismo é uma realidade. Só que, cada vez mais visível. Com exceção da parada gay, e tirando alguns lugares específicos, não é comum vermos dois gays se beijando publicamente. Entretanto, presenciamos cada vez mais atos de lesbianismo. Uma prova de sua força.
Na década de 60, com a contracultura, o movimento feminista e a liberalização dos costumes, o lesbianismo veio à tona como nunca havia estado antes. Duas cantoras, no rastro do tropicalismo, eram sempre lembradas: Gal Costa e Maria Bethânia.
Já na geração seguinte, no final da década de 70, aparecia um bando de cantoras: Joana, Marina, Ângela Ro Ro, Zizi Possi, entre outras, e que, de uma certa forma, reatualizavam a história do lesbianismo no Brasil. As confusões entre Ângela Ro Ro e Zizi Possi, com direito a mídia e polícia, fazem parte do clima da época. De qualquer forma, essa segunda geração, da qual, Marina talvez tenha sido a sua maior representante, avança no sentido de uma maior visibilidade.
A terceira e última geração do lesbianismo, vem representada na música por Cássia Eller, Zélia Duncan e Ana Carolina – Cássia Eller um pouco anterior, mas sua afirmação como cantora e personalidade ocorre na década de 90. A partir de então, o lesbianismo nunca esteve tão visível e afirmativo.
Cito essas três gerações de cantoras porque elas ilustram a história do lesbianismo com suas variantes e desenvolvimento. Atrás delas, há todo um movimento que avança lentamente, com uma nova perspectiva de mundo, inclusive, estética.
Não seria temerário fazer uma ponte com Mário de Andrade quando ele cita a técnica do inacabado - "É a revolução do pensamento livre do Renascimento que empregou na música as técnicas do inacabado das dissonâncias e do cromatismo. Toda obra de circunstância, principalmente a de combate, não só permite mas exige as técnicas mais violentas e dinâmicas do inacabado. O acabado é dogmático e impositivo. O inacabado é convidativo e insinuante. É dinâmico enfim. Arma o nosso braço". – "O Banquete" – Mário de Andrade.
O beijo das duas meninas, o abraço em que se perdia uma na outra, tinha a ver com a tecnica do inacabado. E caso venham a se resguardar do machismo, que muitas vezes dá o tom na relação entre duas mulheres, é possível que elas possam viver essa experiência tão intensa dos dias de hoje: uma relação sem uma forma pré-estabelecida, aberta por uma infinidade de zonas eróticas e sem a meta do gozo final; relação sem a objetividade de um pau; relação infinita – sem início, sem meio e nem fim; no campo da música, uma escala sem dominante; ao invés do ponto final, a reticência...
Um homem pode ser lésbica. Já uma “lésbica” pode ser machista e longe do que considero lesbianismo. SKYGIRLS é o lesbianismo em seu sentido pleno.

quinta-feira, 12 de fevereiro de 2009

UMA QUESTÃO ESPINHOSA

Puto músico ou músico puto? Essa foi a pergunta lançada em conversa, pelo meu antigo baterista, Serginho, minutos antes de entrarmos no palco do cine Íris. Era a festa Loud e quem dividia a noite com a gente era o pessoal do Matanza. Já faz um tempo isso, mas aquela pergunta me ficou encravada e nunca mais vou esquecê-la: um puto músico (excelente músico) ou um músico puto (prostituto, mercenário, que toca com qualquer um, contanto que lhe paguem)? Na verdade, o Serginho deve ter-se feito muito essa pergunta.
Quando Tom Zé escreveu TROPICÁLIA: LENTA LUTA, tenho a impressão que ele o fez pensando nessa emblemática pergunta. Nunca ninguém como ele afirmou tanto a ausência de talento como força motriz para ser o que foi. Segundo ele, só existe Tom Zé porque lhe faltava o dom, o talento. Certamente Tom Zé nunca foi um puto músico. Tão pouco um músico puto. Daí porque as duas opções da pergunta não são excludentes entre si. É uma falsa alternativa. Na maioria das vezes, testemunhei como são ligadas as duas partes: um puto músico corre um risco tremendo de se ver transformado num músico puto. É o risco do talento. Falo com isenção porque não sou músico. Diante de mim, trabalhando ao meu lado, desfilaram vários músicos. Não vou citar nomes, seria pouco ético. Mas quantos não vi nessa esdrúxula situação (puto músico e músico puto)! “Pra sobreviver”, alguém certamente vai falar. “Um trabalho como outro qualquer”, muitos vão dizer. “Trabalhar com o que se gosta”, um outro ainda, irônico, vai me questionar sutilmente. De fato. Mas vou me lembrar agora de alguém que foi meu companheiro de banda e de como, para ele, mais importante que a música, eram as pessoas que ele vinha a conhecer na noite. A música era-lhe um pretexto pra chegar, comer e se limpar. Na verdade, esse músico talentosíssimo usava a música pra se adornar. Ele de fato era bom, técnico, safo. Mas tocar com Rogério Skylab, segundo ele, era a mesma coisa que tocar com o Zé das Couves: aí é que tá a questão e isso me assombra até hoje. Claro que nunca exigi exclusividade, isso é uma questão de consciência de cada um e nem eu tenho bala na agulha pra exigir isso. Continuo tocando meu trabalho sem nenhum talento. Nunca fui profissional. “Por falta de dom”, alguém vai afirmar. Que seja. Se tocasse como o meu guitarrista, estaria sobrevivendo de música. E não nessa situação vexatória, fechado como uma ostra em si mesmo. Daí minha alegria quando encontro alguém que toca mal, canta mal, compõe mal: alguém tão frágil quanto eu. Mon semblable. Mon frère.

quarta-feira, 11 de fevereiro de 2009

CARTA ABERTA A MARCELO MIRISOLA

Oi, Marcelo? Tudo bem? Outro dia eu conversava com o Mario Bortolotto e ele me disse que você estava morando em Copacabana, aqui no Rio. Cara, vamos nos encontrar neste sábado? Vamos comer uma feijoada? Estava vendo a entrevista que você deu ao Cronópios e fiquei louco de vontade de me encontrar contigo. Vontade de te dar um abraço e dizer que te amo. Você deve estar me achando um louco, afinal, nunca nos falamos. Mas da mesma forma como você considera Borges um amigo seu, eu também te considero meu amigo, meu amante, meu pai, minha mãe, minha puta, minha concubina, meu gigolô. Lancei um livro pela Rocco, DEBAIXO DAS RODAS DE UM AUTOMÓVEL e queria te apresentá-lo, ainda que você tenha declarado que não gosta de poesias. Cara, o que você falou sobre o brilho das facas, referindo-se a Borges... é foda. Claro que Borges é melhor que Haroldo de Campos. E quanto a Marcelino Freire, hein? Puta que pariu, entendo o quanto você não ficou incomodado quando soube que um determinado professor de literatura da USP dava para seus alunos Mirizola e Marcelino Freire. É a mesma coisa que alguém ouvir Rogério Skylab e Lenine. Quanto aos prêmios literários... você deve cobrar sim. Cobre o Arthur Nestrovski, cobre o Marcelino Freire, o Bernardo Carvalho... assim como eu cobro aqui o Hermano Vianna (curador do Tim Festival). O que você falou dos “escritores festeiros” foi outra coisa digna de nota. Ainda assim, vou exigir do Paulo Scott a tua presença no "De Modo Geral".
Beijos
Rogério Skylab
OBS: E a feijoada? Tá valendo?
http://www.tvcronopios.com.br/bitniks05/entrevista.html

sábado, 7 de fevereiro de 2009

MARIA BETHÂNIA TAMBÉM É SKYGIRLS

Ao menos a primeira etapa foi cumprida: os dois shows das SKYGIRLS foram realizados no Rio, marcando a estréia desse novo projeto. Adorei os dois shows e espero que outros venham a acontecer.
Já a segunda etapa, marcada para o dia 18/03, será a gravação do disco. Vânius Marques que nos aguarde !!!!!!
Vou colocar aqui um texto do Tom Leão (ele esteve presente no show e fez suas considerações):
http://oglobo.globo.com/blogs/riofanzine/post.asp?t=skygirls-are-go&cod_post=159700
E agora, o poema MARIA BETHÂNIA, que falei no show do dia 06/02 e certamente vai constar do disco:

MARIA BETHÂNIA

Maria Bethânia não anda de ônibus,
Maria Bethânia não anda de metrô,
Maria Bethânia não anda pelas ruas,
Maria Bethânia não vai ao Supermercado.

Maria Bethânia descobriu uma praia distante e deserta
mas um dia a praia foi invadida por turistas
e Maria Bethânia não saiu mais de casa.
Às vezes vai ao estúdio
mas a maior parte do tempo permanece em casa.

Maria Bethânia está ficando velha,
Maria Bethânia não tem mais a mesma voz
e, passados alguns anos, Maria Bethânia vai morrer.

Passados mais alguns anos,
Maria Bethânia vai ser esquecida.
E ninguém mais vai saber quem foi Maria Bethânia.
Ah ! Maria Bethânia !

quarta-feira, 4 de fevereiro de 2009

SHOW DE 06/02 - SEXTA-FEIRA

O show desta sexta-feira da SKYGIRLS no Cinematheque vai começar rigorosamente no horário: 22:00 horas. Isso porque, depois, ainda rola show de uma outra banda. Pra quem nao tem flyer ainda, deve rolar flyer na entrada.