quinta-feira, 30 de junho de 2011

FICA CONCA !!!!!!!!!!!!!!


Eu queria dizer que quando o Fluminense joga o dia fica diferente.
Mas infelizmente uma notícia muito ruim: Conca vai pra China.
Ganha o clube, ganha a UNIMED e ganha a TRAFFIC.
Só o torcedor fica chupando o dedo.
Eu não tenho nem palavras pra dizer o que estou sentindo.
Só esse estrupício de nome FRED permanece.
Porque faz política, chegando ao absurdo de ser convocado pra Seleção.
Na relação custo/benefício, esse cara pouco valeu ao clube.
Acho que não preciso lembrar que 90% do último brasileirão, ele ficou entregue ao departamento médico.
Gosto de compará-lo ao sempre criticado e injustiçado Adriano. Esse chegou da Europa e deu o título do Brasileirao de 2009 ao Flamengo. Até o Ronaldinho Gaucho, que os rubro-negros chamam de "moça", batendo uma falta magistral deu o título da última Taça Guanabara ao Fla, iniciando a arrancada ao título do campeonato carioca.
Ou seja, já houve algum retorno do investimento.
No caso do Fred, não.
Eu não quis falar nada antes porque acreditava que ele desabrocharia ainda. Ledo engano. Os franceses o conhecem muito bem.
Até o incidente com Emerson, a diretoria do Flu foi infeliz.
Conca é o último representante da garra tricolor. Encarnou o seu espírito e faz parte da galeria dos grandes jogadores de nossa história como Castilho, Pinheiro e Samarone.
Hoje o Fluminense joga e vai me dar uma vontade filha da puta de gritar: Fica Conca !!!!!

quarta-feira, 29 de junho de 2011

Feira Moderna Zine: Skylab X no Odisséia!

Eu gostei muito desse texto do Rafael A. do FEIRA MODERNA ZINE.

Feira Moderna Zine: Skylab X no Odisséia!: "Rogério Skylab – Lançamento do cd Skylab X 16/06/2011 Teatro Odisséia (Lapa, Rio de Janeiro/RJ) ROGÉRIO SKYLAB “A maior concentração de ge..."

segunda-feira, 27 de junho de 2011

CONTEÚDO LIVRE: Caetano Veloso - HD

Eu sempre li Hermano Vianna, Wisnik e Caetano na coluna que eles mantém no Jornal O Globo.
Acho que o jornal cresceu ao trazê-los para suas folhas.
E sempre reconheci a superioridade do texto de Wisnik em relação aos outros dois.
Ao mesmo tempo, guardo uma implicância com os três.
Leio eles com uma pulga atrás da orelha.
Pronto para discordar.
Mas leio.
É o que sempre procuro no Segundo Caderno.
Confesso também que trazia inconscientemente a esperança de me ver citado por um deles.
O que mais pode querer um artista contemporâneo?
E no último domingo, foi o que aconteceu.
Fazendo apenas um reparo ao Mestre Caetano: o dvd que ele cita, não foi gravado no Circo Voador, e sim no Centro Cultural São Paulo.
Fiquei feliz também dele reconhecer seu contorcionismo e o sentido negativo dessa contorção.
Aí vai o seu texto.

CONTEÚDO LIVRE: Caetano Veloso - HD: "Às vezes me parece que quando a gente vai ficando velho deve deixar de ler livros novos: a memória e a capacidade de concentração já não são..."

quarta-feira, 22 de junho de 2011

FLORESTA NEGRA

O cabelo tampava o rosto inclinado.
Tudo era precário,
a não ser os longos cabelos negros.
Olhos, nariz e boca invisíveis.

Cumpria ao observador
passar os olhos sobre seu corpo
e identificar algum traço.

Nem assim lhe foi suficiente.
Vislumbrou os joelhos, os pés... e nada
(estava abraçado às próprias pernas).

Decidiu então vê-lo por trás,
mas suas costas nuas
eram apenas suas costas nuas.

Mudo, cego e surdo,
as perguntas que lhe dirigia,
se esvaíam sem sentido.

Chegou a pensar
num modelo de cera,
mas pressentiu-lhe um movimento.

Aquilo lhe afligiu
porque preferia não estar diante
de uma pessoa viva.
E ficou em silêncio.

Ficou longas horas em silêncio
e custou a crer que fosse de verdade,
quanto mais vivo.

Quando tocou sua pele,
sentiu a temperatura humana.
E uma sensação de pânico,
tomou seu corpo.

Não soube como veio parar ali
e teve ímpetos de fugir.
Mas não havia portas, nem janelas.

Tentou então um esforço de memória.
Supôs um trabalho de campo
e diante de si um morador do lugar.

Aos poucos, acalmou-se.
Mas foi um subterfúgio.
Ele sabia que tudo permanecia incerto.

Talvez não fosse um homem.
Podia ser uma mulher
com formas ambíguas.

Um bicho.
Um troglodita disfarçado.
Uma ameaça escondida.

E fez o movimento
para afastar-lhe os cabelos.
Bastava isso e no entanto
era um esforço infinito.

Ao fim de tantas idas e vindas,
permaneceu aonde estava
e desistiu de tomar qualquer atitude.

Os cabelos continuavam a cobrir-lhe o rosto.
Eram abundantes e negros
como uma floresta negra.

À certa altura, caiu no sono
e inclinou a cabeça na direção do chão.
Parecia uma réplica de seu objeto.

CONTORCIONISMO

Assistindo a gravação do Grêmio Recreativo ontem no Teatro Rival, programa da MTV capitaneado por Arnaldo Antunes, cheguei a umas conclusões que confirmam o que venho pensando há algum tempo.

Quanto mais velho, mais moderno.

Na verdade, a questão é a seguinte: será que precisamos fazer contorcionismos para acompanhar a nova cena? Eu cheguei a mencionar isso na matéria a Folha de São Paulo por ocasião do lançamento do meu último disco. E citei como exemplo maior João Gilberto.

No fundo, falo de fidelidade ao seu tempo. É algo que chega às raias da Ética. O contrário do tropicalismo, que tinha em Caetano e Gil a expressão mais clara da mutação, do contorcionismo, sempre em busca das novas tendências. Não sei sinceramente o que isso nos trouxe de positivo. Sou a favor do Tempo, não das novas tendências. Nem sempre o contemporâneo tem mais razão.

Pois ontem, num Rival lotado, pude acompanhar as performances de Kassim +2, Marisa Montes, Adriana Calcanhoto, Arnaldo Antunes e Jorge Mautner. E pra minha surpresa, os mais velhos eram os mais modernos e os mais novos, mais velhos. Mautner cantando Anel de Saturno. Manjar dos Deuses, e, Eu não Peço Desculpas, exatamente como faz há anos, com seu violino e acompanhado de Jacobina, é o que há de mais moderno. E continua hoje como já era antigamente: original. A sua fórmula é simples: faça isso sempre e serás sempre novo. Não tem mistério: é a fidelidade a sua forma, a seu tempo.

Mas o caso mais interessante da gravação de ontem foi Arnaldo Antunes, um contorcionista contumaz, tanto quanto Gil e Caetano. Foi preciso que desfilasse primeiro todo um rosário com a turma do +3 , Marisa Montes e Calcanhoto, até chegar finalmente ao filé, SAIA DE MIM, isto é, à sua essência, da época dos Titãs. E nada é mais moderno e atual.

O mesmo eu poderia falar em relação a Adriana Calcanhoto, agora às voltas com o samba. É a herança tropicalista da qual a maior vítima vem sendo a nova música brasileira, +3 que o diga. Daí porque João Gilberto continua sendo a minha fonte.

domingo, 19 de junho de 2011

AGRADECIMENTOS E PRÓXIMOS SHOWS



Não poderia deixar de comentar a primeira etapa do lançamento do SKYLAB X.
E, concomitantemente, elucidar algumas dúvidas quanto ao possível fim do meu trabalho.

Digo primeira etapa porque outros shows de lançamento virão. Mas não poderia deixar de cumprir o percurso tradicional que tem sido uma marca do Skylab. A começar pelo Programa do Jô.

Quem me acompanha sabe muito bem a importância do Jô Soares no meu trabalho: é o meu padrinho simbólico. Tenho poucos amigos que me ajudaram na minha carreira. Poderia citar Marcos Petrillo, a quem tenho visto tão pouco ultimamente. Poderia citar Carlos Mancuso, responsável pela arte das minhas capas. Solange Venturi, minha mulher eterna, e autora das fotos dos meus discos. Amílcar Oliveira, pelo DVD e pelo clipe "Eu tô Sempre Dopado". Flávio Lazzarino, pelo site. E evidentemente, meus músicos que estão comigo há muito tempo. Mas se não fosse o Jô Soares, fã confesso do meu trabalho, certamente eu não teria a visibilidade que conquistei ao longo de 15anos. Lancei praticamente todos os meus discos em seu programa. E quando falo Jô Soares, estendo os meus agradecimentos a toda equipe de produção do seu programa. Minha última entrevista, apesar de estar contida num único bloco, foi concisa e totalmente SKYLAB.

Ainda na primeira etapa do lançamento, não poderia deixar de mencionar o Centro Cultural São Paulo. É aonde tenho feito todos os meus shows em São Paulo. Acho importante o artista marcar ponto num determinado lugar: o excelente público que venho angariando na cidade de São Paulo deve-se também a esse fato. O Centro Cultural faz parte do meu percurso e queria deixar aqui o meu mais fraternal abraço à Nilson Copede. Lembro-me quando nos conhecemos e quero acreditar que ele também se lembra: eu vinha com uma mão na frente e outra atrás em busca de um lugar para tocar e procurei o Centro Cultural São Paulo. Fui recebido pelo Nilson e passamos a noite a conversar sobre Frank Zappa. Meus dois últimos shows lá, nos dias 11 e 12 de junho, são a prova inequívoca de que existe química entre o artista e seu público.

Por fim, o Teatro Odisséia no Rio de Janeiro. Esta minha cidade é um caso de amor e ódio. Aqui predominam três núcleos que irradiam a música independente para a cidade: o Circo Voador/Fundição Progresso, o Rival + Tarde, e a Casa da Matriz. A essa última me sinto ligado historicamente. No Odisséia, uma de suas filiais, fiz grandes shows, entre os quais incluo o encontro histórico com Lobão, patrocinado por outro carioca porreta, Maurício Valadares. O lançamento do SKYLAB X não poderia, portanto, deixar de passar pelo Odisséia, malgrado todos os problemas técnicos do som e da divulgação. Ainda assim, a sintonia com o público carioca foi tamanha que os problemas foram superados. Aqui nasci e me criei. E apesar de me sentir, em muitas ocasiões, estrangeiro na minha própria cidade, o último show me fez feliz.

Quanto ao fato de encerrar minha carreira, e de fato mencionei isso em várias entrevistas, criticando inclusive o fato de que muitos artistas brasileiros prolongam desnecessariamente suas atividades, quando já poderiam ter se aposentado (eu não preciso nem mencionar os nomes), isso acontecerá de forma natural, como a morte. O que por hora se encerra é a série dos Skylabs. Outros projetos, tais como o “Skygirls” e o “Rogério Skylab & Orquestra Zefelipe”, estão em vias de aparecer - o que não posso adiantar é como será o formato deles. Além disso, um show direcionado a minha comunidade no ORKUT e com o set list criado por seus integrantes, vem sendo providenciado.

A segunda etapa do lançamento do SKYLAB X começa agora. E é minha intenção fazer muitos shows pelo Brasil a fora. Dia 15 de julho no SESC CAMPINAS rola o próximo show e dia 16 o encontro histórico com Júpiter Maçã no mesmo palco.

http://www.sescsp.org.br/sesc/programa_new/mostra_detalhe.cfm?programacao_id=198645

terça-feira, 14 de junho de 2011

PROGRAMA "DIVERSO" - TVE BRASIL

Destaco esse especial que a Rede Minas produziu sobre o meu trabalho.
Em particular, a cena antológica em que populares lêem um poema do meu livro "Debaixo das Rodas de um Automóvel".



ENTREVISTA NO PROGRAMA DO JÔ

Aos que ainda não tiveram acesso a minha entrevista no Programa do Jô, aí vai ela:

http://www.youtube.com/watch?v=b4mUCqUiV2c

DESTAQUE NA ILUSTRADA



O texto da Folha sobre meu último disco:
http://www1.folha.uol.com.br/ilustrada/926045-apos-dez-albuns-independentes-musico-encerra-serie-skylab.shtml

E ao Alexandre Rezende, da Folha, parabéns pelas belas fotos no Cemitério de Araçá.

Já o Thunberbird, escreveu esse textículo:



A Morte de Rogério Skylab


Estados Unidos da América aposentam seus ônibus espaciais e Rogério Tolomei Teixeira fecha seu laboratório estelar. Rogério Skylab, essa criatura adorável, será sacrificada por seu criador. O doutor Frankeinstein vai desligar o oxigênio da criança. Dez álbuns, desde 1999, o oxi do gênio tomou conta da bocada. Todo mundo lamenta, afinal a gente quer mais do Skylab! Pra quem não conhece, vai no site do artista e ouve as 23 músicas, todas da série que acaba no décimo disco, incluindo os especiais "Skygirls" e "Orquestra Zé Felipe e Skylab". Tem canções que eu canto junto com o maior prazer. Afinal, outro dia eu fui no show do Rappa e o que eles cantavam, não entendia nada. Nada! Nada!!! Eu vejo a Fátima Bernardes e me vem a música do Skylab. Quero dizer, ele carimbou a mulher de Willian Bonner. Glória Mariaaaaa!!! O gênio ainda afirma que desafina mais que o Herbert Viana sem tutano!? Rogério, seu iconoclasta lindo! Daí, o cara cita Rogério Sganzerla, Arrigo Barnabé, Caetano… Ouviram do Ipiranga, às margens plácidas, de um povo heróico, o brado retumbante: Tem cigarro aí? Skylab faz rir até José Serra! Mas é com os sambinhas deliciosos que me empolgo. "Mictório", "Tarde de sol no Rio de Janeiro" e minha predileta "A gente vai ficar surdo", um samba torto meio James Chance and the Contortions. Rogério "no wave" Skylab. Mas pra quem pensa que fica no samba, se engana. No "Skylab X", ele vem com "Está tudo por um triz", balada dissonante meio Jards Macalé/Lanny Gordin, sensacional. E segue na linha meio Walter Franco de 'Cabeça' , com "Eu roubei a gravata?", mencionando o episódio do rabino Henri Sobel. Em doze anos de Skylab, ele produziu seus álbuns, todos lançados de forma independente, conquistou a mídia, fanáticos seguidores e a mim, claro! Não curto essa estória do Tolomei matar o seu filho mais provocador. Ele, afinal, é encantador. Levanta qualquer serpente! Se ele está precisando de serpentina, confete, a gente faz um carnaval pra ele. Rogério, a gente gosta de você. Não mata o Skylab, não! Eu te ajudo a limpar o laboratório uma vez por semana. Fica, vai ter Skylab!

http://thunder.blog.uol.com.br/index.html

Galeria | Veja as imagens de Rogério Skylab no Apê 80




Galeria | Veja as imagens de Rogério Skylab no Apê 80

RÔMULO FRÓES



A ILUSTRADA, ontem, noticiou o lançamento do novo disco de Rômulo Fróes. Escrevi um pequeno texto pra Folha sobre o disco:
http://www1.folha.uol.com.br/fsp/ilustrad/fq1306201112.htm
E aqui, uma entrevista que ele concedeu a Marcus Preto:
http://www1.folha.uol.com.br/ilustrada/928919-cantor-romulo-froes-fala-sobre-idiossincrasias-de-sua-geracao.shtml

segunda-feira, 13 de junho de 2011

Artículos | O gosto amargo doce de um velório...

Esse foi um dos textos mais lindos que escreveram sobre mim.
Um texto visceral.
Eu, pra falar a verdade, sempre me frustro quando leio sobre mim na Imprensa.
Tenho sempre a sensação de que "não é bem isso".
Mas esse me tirou dos trilhos, me pegou no flagra.

Artículos | O gosto amargo doce de um velório...

domingo, 5 de junho de 2011

PROGRAMA "NA BRASA"



Aí vai minha pequena homenagem a esse programa novo da MTV.
Eu já havia me referido a ele no post que escrevi, algum tempo atrás, intitulado "Quatro Garotos".
Neste programa que estou disponibilizando, eu faço uma pequena participação.

quarta-feira, 1 de junho de 2011

NOVO CLIPE

http://www.youtube.com/watch?v=K5g0zEemFEk
Aqui em primeira mão o meu último clipe: EU NÃO CONSIGO SAIR DAQUI. Foi dirigido por Gustavo Caldas, o mesmo que havia dirigido o meu primeiro clipe, “Parafuso na Cabeça”. Esse, portanto, é o meu quarto clipe. Além dos dois referidos, tenho também “Amo Muito Tudo Isso” dirigido por Pepa Filmes, conhecido por suas produções trash, e tenho também “Eu To Sempre Dopado” que foi dirigido por Amílcar Oliveira. Esses quatro clipes oficiais podem ser conferidos, junto com outros filmes alternativos, no meu canal do youtube : www.youtube.com/rolab100.